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A comunicação entre o inconsciente e consciente (feminina e masculino).
A comunicação entre o inconsciente e consciente (feminina e masculino).
No espaço acontece A Dança erótica do Deus com a Deusa, o ritmo resulta em uma atmosfera etérea onde as energias constituem a polarização do Cosmo, este equilibrio rege as mudanças de estação, ciclos lunares, as luzes estrelares, enfim todo o complexo natural. A polarização nada mais é do que o equilíbrio entre o masculino e feminino, de onde todas as coisas se originaram.
A necessidade de um equilíbrio entre as forças naturais e a evolução humana nos leva a buscar ensinamentos, e um dos que nos cabe é o pertencente à Tradição das Fadas, o qual interpreta a comunicação entre inconsciente e consciente, responsável por uma estimulação de um terceiro nível de consciência, o uno entre o Deus e a Deusa.
Na Tradição das Fadas o inconsciente é chamado de self mais jovem, é conduzido pelo hemisfério direito do cérebro, cuja parte tem uma percepção holística e é acionada através da linguagem visual, imagética, assim como percepções, sensações, sonhos e visões. O consciente é chamado de self discursivo, conduzido pelo hemisfério esquerdo que tem um poder de racionalidade, verbalização e analítico, no qual se encontram as regras e leis. As diferentes formas de percepções dificulta a comunicação entre estes dois níveis de consciência. Um terceiro self é interpretado, nessa Tradição, como o self profundo ou self deus, é um nível da mente humana mais profundo e desconhecido pelos estudos psicológicos, este self é o divino dentro de nós, representa o espírito que ultrapassa e resiste ao espaço, matéria e tempo. Esta profundidade da consciência é a comunicação entre o consciente e inconsciente, a representação do uno entre o feminino e masculino. A união formando um único elemento, cujo self tem a necessidade de ser despertado através das imagens, símbolos, arte, poesia, música e rituais que atuam como uma linguagem para o inconsciente, assim conseguimos despertar o Deus/Deusa existente dentro de Nós.
Desta forma, entendemos porquê tantas religiões utilizam instrumentos, danças, acessórios e símbolos representando as divindades, dessa forma sentimos o Deus/Deusa mais próximos do que quando não utilizamos tais aspectos materiais.
O self mais jovem é um tanto quanto teimoso, assim como uma criança, dificulta a comunicação, mas com um pouco de cor, forma e ritmo, conseguimos desaperta-lo. Na própria magia compreendemos como faz a diferença tais instrumentos e objetos.
A Deusa/Deus está dentro de todos nós, cabe a cada um descobrir a maneira mais magnificente de manter esta ligação e estabelecer uma comunhão.
Érica Raquel Marchesine
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