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Enciclopédia - Licantropia

Licantropia:
Humanos Lobos Humanos
por Lord A:. [*]

A capacidade de metamorfosear-se em outros seres é um dos mais intrigantes casos de manifestações do desconhecido em nossa realidade. Como se opera tal prodígio, como ele ocorre e mais perturbador ainda o Por Que de suas manifestações.


O velho continente é por excelência a mãe deste fenômeno, embora por todo mundo casos de licantropismo existam em abundância. Os homens tigres da Ásia, os Bersekers do norte europeu, O Boto do Amazônia, Homens corvos entre os indígenas norte americanos e assim vai. Mas o mais comum de todos os casos é o do “Lobisomen”, que desde os séculos antigos assombra á cristandade.


Associar as figuras animais com os Deuses, é uma das manifestações religiosas mais antigas da raça humana. Atribuir suas formas, características e prodígios aos deuses de cada tribo foi uma prática comum entre os antigos. Para eles, era praticamente inconcebível um deus com características humanas no início.


Era assim com os Egípcios e outros povos e até hoje os praticantes do Shamanismo encontram-se com seus deuses em formas de animais. O 0primeiro deus com formas humanas surgiu em (verificar Renascer da Magia) e se chamava Besz era uma criatura animal que através de sua vontade se tornou um humano-anão e dotado de grande poder mágico.


A ligação dos humanos com os Lobos é um ponto que vale por apreço, na pré-história humanos e lobos dividiam cavernas e de certo modo trabalhavam com objetivos de sobrevivência semelhantes. Sem falar no forte instinto de liderança e outras ambivalências das duas espécies, até hoje existe o ditado dos Lobos em pele de ovelhas. Usado para designar pessoas de duplo caráter que se aproximam de outras parecendo desejar só o seu bem, mas que na realidade, escondem agendas secretas.


O lobo para os antigos, quando considerado sob a forma de deidade era muitas vezes associado a vida e morte, ao duplo e a ira dos Deuses. Vale lembrar do Lobo de Fenris da mitologia Escandinava, O grande lobo Branco dos indígenas norte americanos e afins.


Para escritores como Jack London, autor do célebre “Caninos Brancos”, seu caçador e seu lobo em muitos momentos tornavam-se um só em seus sonhos. Para os preconceituosos cristãos o Lobo era um ser associado a maldade, e não perderam as oportunidades de sujeita-los a cruéis perseguições em sua história. Temos então o Lobo como o companheiro até quando lhe convêm e em seguida o adversário no imaginário cristão.


Voltando ao Licantopismo, foco deste ensaio que tenta destrinchar um pouco este vasto tema e assim lhe permitir lançar mais perguntas e logo encontrar mais respostas. Existem muitos relatos de ataques dos licantropos a humanos por toda história. Muitos dos mesmos quando não foram causados por lobos de verdade, psicopatas humanos ou qualquer outro animal tornam-se passivos de uma verificação aos olhos do ocultismo.


Para o célebre amigo do filósofo René Descartes, conhecido do mundo como Eliphas Levi a licantropia era semelhante a um desdobramento astral, o­nde o duplo etérico metamorfoseava-se na forma de um lobo ou de outra fera e ia de encontro a vítimas na mesma sintonia de ira, raiva ou vingança.

Inclusive muitas das vítimas deste tipo de caso morriam na realidade por asfixia e males semelhantes e o tal lobo astral se visualizado e ferido transmitia essas feridas para o corpo de seu projetor. Vale dizer que em tempos primervos a Prata era um metal relacionado magia por inúmeros motivos e era a única capaz de causar dano real aos licantropos pois não feria apenas no físico mas também no astral. E que também já foi muito mais valioso que o ouro e extremamente ligado ao campo da magia lunar...


Os prováveis lícantopos de nossos camponeses nunca foram capturados nos locais de suas emboscadas e sim, horas depois em suas casas geralmente feridos e moribundos. E suas vítimas, na maioria das vezes já tinham um histórico de agressão e de medo com o licantopo envolvido. Um caso típico de ressonância energética e que não deixa dúvidas quanto ao poder da mesma.


Era também dito que se um Lobisomen lhe causasse um ferimento seja por mordida ou arranhão, você se transformaria em um também. Muito semelhante aos casos de vampirismo, transmitidos como uma mordida também. Mas há outros pontos agravantes, assim como no caso dos vampiros a “excomungação” de um indivíduo por parte da igreja também poderia resultar em um novo licantropo.


A idéia do homem fera incorporado no mito do Lobisomen, envolve também o sistema social vigente nos modos cristãos, afinal o humano nestes moldes vive dentro de uma prisão de sentimentos e privações. Uma negação aos instintos, ao amor e a própria natureza que fazem parte de seu interior. Ser deste modo é mostrado como moralmente correto, então a partir do instante que o indivíduo era “mordido” pelo selvagem, pelo pagão e pela noção cristã de mal era só uma questão de tempo de sua libertação destes grilhões.


Os Lobisomens e outros licantropos eram associados a ciganos e outros povos nômades em algumas regiões e em outras ao povo das fadas.[ prática romana e católica comum até hoje- o estrangeiro é sempre o culpado!] Porém sua exitência era palpável, e ainda não podemos nos esquecer de suas associações com as bruxas e seus sabbats.


Outra causa dos chamados casos de Licantopia estão ligados a uma doença chamada porfíria, que além de aumentar a concentração de pêlos na região da face e mãos imprime um caráter selvagem aos seus portadores, raros hoje em dia.


Há cerca de um ano atrás tive acesso a um material muito interessante sobre viagem astral, e que um dos exercícios iniciatórios nesta pratica consistia no ato de se imaginar assumindo uma forma animal.


Esta forma pode facilitar o transporte dos sentidos até o foco da viagem.Outro caso interessante é que aqui no estado de SP, temos uma cidade recordista no número de aparições registradas dos lobisomens, seu nome é Joanópolis e fica a cerca de uma hora da capital.Isto deixa muito a pensar sobre o tema, que está longe de se esgotar. E sempre aberto a novas interpretações.

[*] André Scarabotto:. também conhecido como Lord A:. é um dos editores do portal gótico www.themaozoleum.com , dj residente do evento mensal Theatro dos VampiroS, colunista do site www.tribosdegaia.com.br , editor-assistente de www.vampyre-almanac.com

Fonte: www.sabedoriamistica.com.br

 

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