“SABER, OUSAR, QUERER E CALAR”.
Diversas dúvidas ocupam as nossas mentes quando nos questionamos com relação aos aspectos de aprendizado de magia.
Teorias, controvérsias e logo outras teorias, os assuntos são argumentados, acrescentam, subtraem, destorcem, e nós, ficamos com o pensamento igualado a uma bolinha de pingue-pongue, de um lado para outro, ora conceituamos uma coisa, ora outras.
Pois bem entre tantas dúvidas, apresentarei algo básico para o seguimento do caminho mágico.
“SABER, OUSAR, QUERER E CALAR”.
São os quatro verbos cabalísticos do tetragrama e as quatro formas hieroglíficas da esfinge. São refletidas nos chacras e explicadas por diversas filosofias e religiões.
Deseja-se realmente estudar magia e tem a intenção de ser um mago, então, faça dos chamados VERBOS DE PODER seu mote.
Pois, antes de qualquer coisa, é preciso SABER para OUSAR. Na magia é necessário utilizar –se da intuição como condição essencial para a realização de um ritual adequadamente, porém deve-se manter o cuidado para fazer da razão um filtro desta intuição.
Quando utilizamos as práticas e exercícios mágicos aprendemos a desenvolver um lado do cérebro adormecido: o hemisfério direito, nos destros, e esquerdo, nos canhotos; o lado de cérebro utilizado semi-esfericamente é o lado esquerdo.
Entretanto, não podemos permitir que somente a intuição determine nossos passos, pois acabaremos incorrendo no mesmo erro, valorizando em demasia uma função e ocultando outra; o mago deve, então, incumbir da sabedoria para manter-se em equilíbrio.
Aquele que OUSA sem SABER acabará criando forças que fogem do seu controle. Pois bem, OUSE somente na medida de seus conhecimentos.
Outro item importante: para OUSAR é necessário QUERER (não com a definição do DESEJAR) é extremamente fundamental que o mago saiba diferenciar e ao mesmo tempo separar VONTADE E DESEJO.
A VONTADE corresponde a calma e serenidade, o desejo por sua vez, é impulsivo e arrebatador.
Saibam, portanto, que são demandas para a aprendizagem iniciaria, a educação e o controle da VONTADE, assim, precisará muitas vezes CALAR. Ao expor nossas intenções e objetivos, exteriorizamos algo que deveria ser interiorizado, fazemos a divisão de algo que não é uno, pois se fosse não seria objetivo e sim um acontecimento.
O aprendizado do silencio favorece inteligentes categorias de força mental, que constituem nos VERBOS.
A audácia em conjunto à inteligência é a mãe de todos os sucessos neste mundo. Para alcançar, é preciso saber; para realizar, é preciso querer; para querer verdadeiramente, é preciso ousar; e, para colher em paz o produto da própria audácia, é necessário calar-se.
Benções a todos.
Érica Raquel Marchesine dos Santos