|
|
|
Sombras do Passado - As Inquisições
Como funcionava o Tribunal do Santo Oficio (Continuação)
Durante todo o processo, o acusado geralmente ficava acorrentado e era mantido incomunicável, ninguém, a não ser os agentes da Inquisição, tinha permissão para falar com ele.
O julgamento só era aplicado depois que uma maioria do tribunal a votava sob pretexto de que o crime tornara-se provável, embora não certo, pelas provas. Muitas vezes a tortura era decretada e adiada na esperança em que o medo levasse à confissão. A confissão podia dar direito a uma penalidade mais leve e se fosse condenado a morte apesar do confesso, o sentenciado podia "beneficiar-se" de uma benção de um padre para salva-lo do inferno. Não havia limites de sexo, tampouco de idade para a tortura, as penas iam desde censuras (leves e humilhantes), passando pela reclusão carcerária (temporária ou perpétua) e trabalhos forçados nas galeras, até a excomungação do preso para que fosse entregue às autoridades seculares e levado a fogueira. Alem das penas os acusados eram flagelados e todos os seus bens eram confiscados pela igreja, uma delas era a privação de herança até da terceira geração de descendentes do condenado.
Terminada a sessão de tortura de confissão, seguia-se o julgamento do réu, a última etapa do processo, que antecedia o auto-de-fé. Os que eram condenados a penas leves – como cárcere e hábito penitencial perpétuo, bem como a flagelação – caminhavam com uma vela nas mãos.
Na frente do cortejo seguiam-se os condenados a morte, entregues à justiça civil para serem queimados vivos. Eis um aspecto interessante. Por ser um tribunal eclesiástico o Santo Ofício não podia executar seus condenados, ou seja, aos olhos de Deus não era a igreja quem matava, pois a esta cabia apenas julgar, a decisão de fazer valer o julgamento cabia a justiça dos homens e estes é que teriam que se acertar com o Todo Poderoso se caso não fizessem valer a determinação do Santo Ofício.
Nem a pena nem o processo suspendiam-se com a morte, pois a Inquisição mandava queimar os restos mortais do herege e levaras cinzas ao vento, confiscando as propriedades dos herdeiros. Havia também o caso daqueles que, condenados à morte se arrependiam e pediam para morrer em Cristo, era primeiramente estrangulado e depois atirado a fogueira. outro caso era a utilização de uma prática muito comum nas inquisições portuguesa e espanhola, e execução em efígie, onde era queimada a imagem do condenado, substituídos por um boneco de pano. Livros e animais de estimação, como os gatos, eram também levados à fogueira. Assim, era inútil tentar fugir, tentar se esconder, pois, o julgamento da Inquisição não poupava ninguém, nem mesmo os mortos.
Estudos mostram que a Alemanha registrou o maior número de "bruxos" e "bruxas" mortos pelos tribunais . Foram cerca de 25 mil pessoas. A população do território contava então com 16 milhões de pessoas.
Mas, em termos proporcionais, o recorde pertence a Liechtenstein, onde 300 pessoas, ou 10 por cento dos 3.000 habitantes da região, foram mortas por bruxaria.
No perverso marketing da Inquisição este número foi aumentado para aterrorizar os dissidentes criando-se com este procedimento o que se chamou de “A Lenda Negra” da Inquisição: uma história um tanto exagerada. Estima-se que, pelo menos, no século 17, 5 ou 6% das centenas de mortes e torturas que foram divulgadas e cujo número chegou até nós, foi exagerado. “Houve certo exagero neste montante”, dizem os historiadores modernos.
OdinDaniel
<<Anterior
|
|
|
|
Nosso horóscopo está temporáriamente desativado, para conhecer mais sobre o teu signo clique no link abaixo! |
Para saber mais clique aqui!
______________________________________
______________________________________
Notícias - Oferecimento Google News
|
| |
*As notícias apresentadas no quadro a cima são geradas a partir da busca dos seguintes itens nos principais meios jornalistiscos brasileiros, algumas noticias poderão fugir da tematica do portal. Os itens são: Bruxaria, Wicca, Bruxa, Bruxo, Paganismo, Xamanismo, Ocultismo, dentre outros. |
|
| |