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Artigos - A Bela Teia
A Bela Teia
A necessidade da conscientização, de cada ser humano, com referência a socialização e convivência, aumenta com o passar dos dias. A deterioração dos recursos naturais, matéria-prima e do mundo, em geral, está obrigando as pessoas a aumentar sua convivência com o próximo, exigindo um fortalecimento social, afetivo e uma abrangente solidariedade.
Nós chegamos ao ponto critico onde a única saída para salvar o planeta é a convivência. Eu sei que muitos pensam: “Mas não preciso de ninguém, sou independente e sobrevivo muito bem sozinho”; Será? Você não precisa de Dentistas? De médicos? Do lixeiro que coleta seu lixo? Ou até mesmo dos ratos que limpam seu quintal? Muitos continuaram a dizer que não precisam de ninguém e enquanto assim pensar contribuíram continuamente para a destruição dos elementos essenciais para a sobrevivência humana, assim como tudo que demoramos 160 mil anos para construir.
O egoísmo e individualismo chegaram em nossa sociedade depois do período paleolítico, os seres humanos separam-se em casas individuais, muradas e cada qual com sua família, já no paleolítico todos dividiam todas as coisas e pertenciam à mesma família. Chegou a hora de acabar com este individualismo.
Enquanto não enxergamos que somos uma teia e que se um fio arrebentar todos estão ameaçados, o mundo não evoluíra materialmente e nem conscientemente, ficaremos parados, atados, talvez nem cheguemos a ficar. Descobrir planetas, satélites, robôs, tecnologias de ultima geração, máquinas eficientes, tudo será em vão. Muitos caminhos seguidos e descobertos, porém todos equivocadamente incertos. Corremos, seguimos, avançamos...Sim, mas para um abismo desconhecido.
Olhe para o lado, será que você percebeu o tanto de pessoas que circulam a sua volta? Você deu bom dia para seu vizinho hoje? Você foi gentil com alguém nestes últimos dias? Tenho certeza que não, pois estava ocupado com o seu trabalho, com as obrigações familiares, correndo, correndo, a humanidade só sabe correr ultimamente. Para qual direção corremos? Para que corremos? Esta resposta ninguém tem, sabe porquê? Porque estamos perdidos.
A natureza não nos pertence e sim nós a ela, utilizamos propriedades naturais para sobreviver e não por mero prazer, quando jogamos lixo na rua não estamos sujando o que é dos governadores ou dos OUTROS, mas sim a nossa casa, o único planeta que temos para sobreviver, ou menos por enquanto, é o nosso lar, e simplesmente cuidamos dele como um monte de lixo, como algo insignificante.
A mudança tem de ser feita, agora, ou será tarde demais, bom, tarde já é, pois já se passou muito tempo do ideal para salvarmos A Nossa Terra; Já prejudicamos nosso ar, destruímos nossa mata, nossos ursos polares, toda a fauna e flora. O pronome utilizado: Nosso! Tudo nosso, ou seja, destruímos nós mesmos.
Os futuros de nossos filhos, netos e descendentes estão ameaçados, e quem os ameaçou?
Somos uno, todos embalados no mesmo papel, seguindo o mesmo caminho, pela mesma estrada e com o mesmo objetivo: Sobreviver. Quem se considera mais bonito, mais inteligente e melhor que todos, vai necessitar de respirar o mesmo ar de quem é inferior, vai precisar da mesma água e da mesma comida para sobreviver, e quem acha que não precisa de ninguém vá para o planeta mais distante e sobreviva sozinho, ou ao menos tente, pois aqui fazemos parte da mesma teia, onde precisa ser conservada como um todo para mantermos viva a linda Teia em que sobrevivemos: O Planeta Terra.
Érica Raquel Marchesine
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