Lord A:.
Tudo aquilo que abordamos de forma simbólica ou mesmo estética e até mesmo romântica tem seu lado de sombra. Aquele lado que não ousamos olhar ou por vezes não lembramos de olhar e aprender a enxergar. Para as pessoas que buscam o chamado auto-conhecimento por vias esotéricas ou pessoais distante das ciências ou outros caminhos mais convencionais, entendemosr que muitas vezes jogamos em cima de outras pessoas caracteristicas que são da gente mesmo.
E é tanta coisa que a gente faz nesse modo automático, que deixamos a pergunta será que realmente enxergamos os outros como eles são? Ou será que apenas vemos neles, tudo isso que descarregamos neles?
Talvez o lado bom seja que, em algum momento, começamos a enxergar essa nossa característica inerentemente humana. E assim possamos quem sabe, começar a perceber porque achamos isso ou falamos aquilo de alguém. Quem sabe assim possamos possamos evocar uma sensibilidade pessoal e tentar aprender, aprendendo a enxergar o que estamos fazendo. Dizem que o observador afeta o o que é observado por ele. Aprendendo a enxergar oque a gente faz quando atribue coisas da gente nos outros, e porque a gente não aceita isso na gente, ajuda neste processo.
Algumas pessoas se identificam por alguma razão emocional com um arquétipo e experimentam vivenciar este por mais tempo do que outros. Muitas vezes nos identificamos com um arquétipo e agimos mecanicamente...outras vezes não...O que pode determinar realmente isso?
Pergunta difícil, que não compete a um escitor de vampiros e Vampyros responder. Enfim, aqui escreveremos mais sobre o arquétipo do vampiro, que é um dos muitos tipos de arquétipos existentes....Posteriormente falaremos de Subcultura Vampyrica e como ela interage com o mesmo.
O mito do Vampiro atualmente é chamado de um arquétipo, entretanto não deixa de ressaltar a forma e a relação do mesmo com tudo aquilo que é associado à magia, a satã e o chamado mal pelo catolicismo e outras religiões dominantes.
Uma forma simples de inspirar medo por razões temporais e políticas nos povos do passado. Assim mantendo operante a idéia que a descoberta interior permaneça como um tipo de pecado. Reforçando por séculos o irracionalismo humano, reprimindo impulsos biológicos, primários.
No contexto atual o vampiro é um excelente arquétipo dos muitos que a sociedade tende a utilizar para designar seres noturnos, sua sexualidade reprimida, o comportamento dionisíaco, a face lunar, a vaidade, o lado Ying e tudo aquilo que não encontra lugar no mundo capitalista e apolíneo desta desumana sociedade de consumo em que vivemos.
Na relação a seguir abordaremos 11 itens básicos de modo generalizado e superficial sobre o caráter do que chamamos de vampyro contemporâneo, ou como consideramos na página seguinte o "vampiro"como a sombra do mago:
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